Leumas Andrade

Os preços associados à oferta turística em Cabo Verde registaram um acréscimo homólogo de 3,5% durante o segundo trimestre de 2026, de acordo com os dados mais recentes disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A variação, que evidencia uma desaceleração face ao trimestre anterior, demonstra a continuidade da dinâmica de ajustamento nos subsetores do alojamento e da restauração em todo o arquipélago.
Variação generalizada no alojamento e na restauração
De acordo com o boletim do Índice de Preços Turísticos (IPT) publicado pelo INE, o impacto da inflação setorial fez-se sentir em todas as ilhas do país, embora com intensidades distintas. O subsetor do alojamento registou subidas em todas as tipologias analisadas, com especial destaque para as pousadas, que lideram os incrementos de preços, seguidas pelas residenciais e pelos hotéis tradicionais.
Em paralelo, os serviços de restauração acompanharam a tendência de subida, impulsionados pela procura contínua e pelos custos operacionais associados à cadeia de abastecimento. No que respeita aos transportes e mobilidade turística, o aluguer de viaturas assinalou um acréscimo de 6,4% em termos homólogos, ao passo que os serviços de entretenimento e cultura mantiveram os preçários inalterados face ao período homólogo anterior.
Disparidades regionais no arquipélago
A análise territorial revela que a evolução dos preços turísticos não ocorre de forma homogénea entre as ilhas. São Vicente destacou-se com a maior variação homóloga, atingindo os 10,3%, seguida pela ilha de Santo Antão, com uma subida de 6,7%. Na ilha do Sal, um dos principais polos turísticos do país, os preços aumentaram 5,4%.
Por seu turno, a ilha de Santiago registou um incremento de 3,4%, enquanto na Boa Vista a variação homóloga se fixou num valor mais moderado de 1,6%. Em termos estritamente trimestrais, comparando com o período imediatamente anterior, os preços globais da oferta turística avançaram 0,6%, revertendo a ligeira descida registada no primeiro trimestre do ano.
Impacto económico e perspetivas do setor
O turismo continua a assumir um papel central na economia cabo-verdiana, representando cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e tendo acolhido um número recorde de 1,25 milhões de hóspedes no ano anterior. Os operadores económicos e analistas acompanham de perto estes indicadores para avaliar a competitividade do destino face aos mercados emissores internacionais, predominantemente europeus.
Enquanto o arquipélago consolida a sua notoriedade externa — impulsionada também pela recente projeção internacional e pelos fluxos contínuos de visitantes —, o desafio reside em equilibrar a rentabilidade da atividade turística com a sustentabilidade do poder de compra e a diversificação económica nacional.
Perguntas frequentes
Qual foi a variação dos preços turísticos em Cabo Verde no segundo trimestre de 2026?
Os preços da oferta turística subiram 3,5% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, segundo o INE.
Quais foram as ilhas que registaram maiores aumentos nos preços?
São Vicente liderou com uma subida homóloga de 10,3%, seguida de Santo Antão com 6,7% e do Sal com 5,4%.
Que setores contribuíram para esta subida de preços?
O aumento refletiu-se sobretudo no alojamento (pousadas, residenciais e hotéis), na restauração e no aluguer de viaturas, que subiu 6,4%.
- Cabo Verde
- Economia
- Turismo
- INE
- Preços



