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INMG prevê época das chuvas deficitária a normal em Cabo Verde e monitoriza ondas tropicais no Atlântico

Leumas Andrade

Previsão sazonal aponta para estação chuvosa tardia no arquipélago

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) anunciou que a atual época das chuvas em Cabo Verde deverá registar níveis de pluviosidade considerados de deficitários a normais. De acordo com as projeções científicas divulgadas pelo organismo nacional, a estação caracteriza-se por um início tardio, acompanhado pela possibilidade de períodos secos prolongados ao longo do período chuvoso e um término que poderá oscilar entre o normal e o tardio.

Esta perspetiva climática resulta de análises rigorosas baseadas nas condições oceânicas e atmosféricas vigentes, cruzadas com dados fornecidos pelos principais centros internacionais de previsão do clima e em articulação direta com o Fórum Regional de Previsão Sazonal para a África Ocidental. Os peritos sublinham que as temperaturas na região se mantêm acima da média climatológica, um fator que poderá acentuar o défice hídrico, com especial incidência nas zonas agrícolas mais vulneráveis do território cabo-verdiano.

Monitorização de ondas tropicais no Atlântico Central

A nível regional e no contexto do Atlântico Tropical, os serviços meteorológicos internacionais e locais mantêm sob estreita vigilância a evolução de perturbações e ondas tropicais a oeste das ilhas. Embora a atividade ciclónica global na bacia se mantenha sob monitorização constante à medida que a época avança, os modelos apontam para que grande parte destes sistemas enfrente correntes desfavoráveis de altitude à medida que se deslocam para oeste.

Apesar de o Centro Nacional de Furacões (NHC) indicar probabilidades moderadas ou baixas de desenvolvimento sustentado para algumas destas ondas à medida que ganham longitude, a Proteção Civil e os órgãos de meteorologia reforçam que o seguimento diário é indispensável. A dinâmica atmosférica na faixa do Sahel e do Atlântico Central exige atenção redobrada quanto a oscilações repentinas no estado do mar e na força do vento.

Impacto nos setores agrícola e de recursos hídricos

O cenário de chuvas escassas ou irregulares coloca novos desafios à gestão de recursos hídricos no arquipélago. As autoridades locais alertam que a conjugação de temperaturas elevadas com precipitação abaixo do habitual obriga a uma otimização rigorosa na captação e distribuição de água para consumo e rega.

  • Agricultura de sequeiro: Os agricultores locais enfrentam incertezas quanto ao rendimento das culturas tradicionais, dependentes da regularidade dos primeiros aguaceiros consistentes.
  • Gestão de albufeiras: A retenção de água assume papel central nas ilhas de maior relevo agrícola, onde cada mm de precipitação é vital para os lençóis freáticos.
  • Monitorização contínua: O INMG continua a emitir boletins periódicos para atualizar os setores económicos afetados pelas flutuações climáticas.

Perspetivas e recomendações para as próximas semanas

Com o arquipélago a atravessar os meses tradicionalmente associados ao ciclo húmido, a recomendação passa por acompanhar de forma permanente os canais oficiais de comunicação do INMG. A modernização das infraestruturas de observação meteorológica, com a integração recente de estações na rede global, permite elevar os níveis de precisão na emissão de avisos precoces face a eventuais mudanças repentinas no estado do tempo.

Perguntas frequentes

O que prevê o INMG para a atual época das chuvas em Cabo Verde?

O INMG prevê uma estação das chuvas de deficitária a normal, com início tardio, períodos secos e temperaturas acima da média, o que poderá agravar o défice hídrico nas zonas agrícolas.

Qual é o estado da monitorização no oceano Atlântico?

Os meteorologistas acompanham perturbações e ondas tropicais a oeste das ilhas de Cabo Verde, avaliando o seu potencial de desenvolvimento à medida que se deslocam pelo Atlântico Central.

Quais são os principais riscos apontados pelas autoridades climáticas?

Os principais riscos centram-se no impacto do défice hídrico sobre a agricultura de sequeiro e na necessidade de gerir de forma eficiente os recursos de água no arquipélago.

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